Tive um sonho. Muito estranho, por sinal.
Sonhei que havia perdido a pessoa mais especial da minha vida.
e isso não me tornou frustrada. O que assustei.
Continuei na mesma rotina, sem ter grandes abalos, era como
se não houvesse acontecido nada, não primordialmente. Não me sentia.
Fazia tudo, da mesma forma, eu sabia que ainda vivia.
Mas será que eu estava viva? eu não me sentia. Não sabia mais discernir nada.
Não tinha mais nenhum princípio, não queria mais nada.
Era como se não houvesse vida, nem esperança, nem nada.
simplesmente minha alma foi junto.
Quando minha percepção foi totalmente focada nessa busca,
Na procura do 'não sentir..'
Eu percebi o quanto o que torna a vida importante
são as pessoas que nos fazem bem, que gostamos.
Apesar de muitas vezes serem as mesmas que nos decepcionam.
Mas o que é a vida sem decepções?
Nos traz maturidades.
O próprio caos ajuda a nos organizar. Ao menos uma parte da sociedade.
Bem, o fato é, o que nos faz sentir? sorrir? ter esperança?
(...)
A minha procura do não sentir me fez sentir.
Gostei, ótimo textooo!
ResponderExcluirPerder uma pessoa tão especial é muito difícil...
mas a vida segue...
Ana Paula
o que seriamos sem as perdas? :/ adorei o texto e o blog!
ResponderExcluirMuito bom o blog!
ResponderExcluirJá estou seguindo!
;D
Beijos.
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Já se tornou clichê dizer que as coisas são clichês.
'O Bom e Velho Clichê'
http://obomevelhocliche.blogspot.com/
Lindo texto.
ResponderExcluiras perdas são (in)felizmente nossos maiores trunfos.
ResponderExcluirNossa, flanando pela internet, me deparei com esse texto; Texto do qual, creia-me, me ajudou bastante, uma vez que precisava ler, sentir e perceber as lindas palavras, articuladas linguisticamente, e que formam, dada a estrutura do texto, uma poema; Há bastante tempo não lia um texto de quilate como esse, visto que reúne características formais, àquelas que dizem a estrutura intrínseca de um texto; e do outro, uma vontade por potência, característico de poetas e pessoas que possuem um talento inato.Infelizmente, hoje, coincidentemente, perdi a pessoa mais especial que conheci; O mais interessante e curioso, apesar de ser cético, é que a pessoa especial tem o mesmo nome e, pasme, o sobrenome da autora do blog. E por último entretanto não menos importante, é que ambas são escritoras contumazes, que atingem o nosso âmago paralelo ao descortinar de possibilidades outras, que traduzem e potencializam o texto, de forma otimista, leve.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, e torço para que a pessoa especial, única e indivisível que eu conheci nessa vida, retorne e me perdoe dada as minhas estultices. Palavra estranha mas foi indicada por leonardo da vinci, grande artista e humanista que como esse poema, transformava as complexidades das ciências naturais em objetos belos, poéticos e estéticos, pois promovem efeitos diletantes, ao ghirlandaio.
Obrigado pelo efeito que teu texto causou